Há realidades inegáveis! Uma delas é a importância da auto-estima. Não há como ficarmos indiferentes à nossa auto-avaliação. Podemos fugir desse conhecimento, se nos incomoda. Podemos “pintá-lo”, afastá-lo, escondermos atrás de um jogo de futebol, de uma ida ao shopping ou numa aventura sexual. Ainda assim, a auto-estima é uma necessidade fundamental no ser humano, e o impacto em nós não necessita nem do nosso entendimento, nem consentimento. Ela faz o seu trabalho dentro de nós, saibamos disso ou não.

Somos livres para tentar entender a sua dinâmica, ou permanecer inconscientes a respeito dela, mas neste caso, continuaremos a ser um mistério para nós mesmos e seguimos na vida continuando a arcar com as consequências.

O que é auto-estima?

Segundo a Psicologia, a auto-estima é o julgamento que cada um faz de si mesmo, a sua capacidade de gostar de si.

Considero que a autoestima é mais do que um senso de valor próprio. É a vivência de que somos adequados para a vida e suas exigências. Realizar plenamente a auto-estima pressupõe, por um lado, confiar na nossa capacidade de pensar, sentir e dar conta dos desafios básicos da vida, e, por outro, a confiança no direito de vencermos e sermos felizes; a sensação de que temos valor, que o merecemos, e que por isso, podemos afirmar as nossas necessidades e vontades, pois sentimo-nos perfeitamente capazes de as conquistar.

Ou seja, o valor da autoestima não está apenas no facto de ela permitir que nos sintamos melhor mas no quanto, através disso, nos permite viver melhor, respondendo aos desafios e oportunidades de maneira mais rica e apropriada.

Não acho que auto-estima seja um “dom” que temos de reivindicar. Acho que é um processo em construção que vai sendo conquistado e ampliado ao longo do tempo e, para isso, precisamos de conhecer a natureza e raízes dessa conquista.

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