… ta ta ra ta ta… Tudo o que precisamos é de Amor! Simples, assim…
A questão é que procuramos uma referência de amor, não o Amor! Cada um de nós tem uma imagem que pode estar mais ou menos inconsciente sobre amor e relacionamentos e procura concretiza-la. Amar, pressupõe sentir!
Quando eu nego a minha raiva, nego meu amor. Quando eu nego a minha dor, nego meu amor. Sempre que eu nego qualquer outro sentimento, eu nego meu amor. Ao negar os sentimentos, eu desconecto-me das minhas necessidades mais primitivas e a realidade distorce. Buscamos esse amor fora, numa mulher, num homem, em coisas, e por aí segue…
Mulheres correm desesperadamente por homens, completamente cegas e iludidas a respeito dos seus companheiros, sujeitando-se a vários tipos de humilhação interna para mante-los, adaptando-se a eles, ao que eles gostam e querem, perdendo-se completamente de quem são, aceitando o mínimo… o mínimo de afeto, o mínimo de cuidado, o mínimo de troca, o mínimo de carinho, o mínimo de sexo (pouco tesão, ejaculação precoce, sexo desconectado…). E assim vão seguindo a seu lado frustradas e infelizes, porque no fundo, não se sentem merecedoras de Amor.
Em contrapartida, eles ficam obedientes á figura de suas “mamãs”, completamente “desmasculinizados”, aparentemente dóceis, mas no fundo muito zangados. Depois vem a desilusão, a frustração e a decepção.
Chegados aqui, uma grande parte dos casais segue junto, carregando um camião de ressentimentos. Outra parte separa e segue magoado, ferido, levando para as próximas relações todo este peso, transferindo para @ próxim@ companheir@ toda a expectativa do preenchimento de um vazio que na verdade, não lhe cabe.
Seja com a mesma, ou com outra pessoa, habituamo-nos ao sexozinho, de descargas medíocres, aos orgasmos superficiais, á migalhinha emocional… Mas compramos a casa, o carro, fazemos viagens, postamos lindas fotografias no facebook, que transpiram a uma pseudo alegria…e sobretudo, escondem uma profunda carência que se contenta com aquela miséria, com aquelas migalhas, tudo para não ficar sozinho. Mas, nada disto é Amor! São apenas adultos que se relacionam emocionalmente como crianças. As mesmas carências, os mesmos jogos…
Outros porém, em bastante menor percentagem, buscam se conhecer, seu foco está no crescimento. E, nesse caminho, encaram seus sentimentos, suas frustrações e quebram com a limitação, com a prisão e criam novo para a sua vida. O foco não é o parceiro. Aqui, não é mais relevante se fica ou não com aquela pessoa. Aqui, o importante é a sua integridade, a sua autenticidade, a sua verdade, o seu Amor… Para isso, é preciso destruir o velho. As velhas crenças, as velhas identificações e identidades que muitas vezes nada tem a ver com quem realmente somos.
É necessário desmontar a programação que nos faz querer pouquinho de amor. É necessário voltar lá atrás e resgatar quem somos e o amor que habita dentro do peito de cada um. É necessário quebrar com a inércia e o comodismo, sobretudo o emocional que nos faz acreditar que a vida é “pouquechinha”. É necessário Coragem para Sentir! e Ousadia para Mudar!
Sentir faz muito bem! 🙂
Existem várias formas que ajudam a desbloquear os caminhos para sentir. Bioenergética, Meditações Ativas, Renascimento… são só algumas. Encontra a tua. É só deixar teu coração te conduzir.